O espetáculo lança mão de vídeos superproduzidos no telão, que dão clima de "clipe ao vivo" e muitas trocas de figurinos, todos ressaltando as poses e os movimento sensuais da cantora. É parte da The Mrs. Carter Show World Tour - uma referência ao marido Shawn Carter, o rapper Jay-Z - iniciada oficialmente em abril na Sérvia e com bilheteria de dezenas de milhões de dólares até agora.
A apresentação começa com o vídeo em que Beyoncé interpreta uma espécie de Maria Antonieta, a rainha francesa que simboliza o máximo da ideia de aristocracia (aqui, o reinado pop formado por ela e Jay-Z).
"Run the world", a música escolhida para começar o show, diz no refrão que as garotas conduzem o mundo - embora, ironicamente, Beyoncé apareça vinculada ao nome de um homem nesta turnê. A cantora surge
"If I were a boy", que usa a melodia de "Bittersweet symphony", composta por Mick Jagger e Keith Richards e tornada famosa pelo The Verve. É a primeira troca de roupa de Beyoncé - e ela passa de cinco. Há gelo seco no palco, jogo de sombras, em mais um lance da superprodução bem planejada.
Mais tarde, em meio a "Baby boy", ocorre a primeira participação com mais destaque da Suga Mama Band, um octeto só de mulheres. Beyoncé ainda é acompanhada pelas backing vocals das The Mamas e mais oito dançarinas - que são o principal suporte para Beyoncé em cima do palco.
O final dá mais destaque aos atributos vocais do que aos físicos da norte-americanas. O silêncio é quase absoluto para ouvi-la cantar um trecho de "I will always love you", famosa na voz de Whitney Houston, emendada a "Halo", famosa balada do seu repertório.
Mas a surpresa final é com a citação ao funk "Ah lelek lek lek lek lek" e uma coreografia em que ela faz passos de funk. E chega mais perto do público, protegida por seguranças, mas finalmente quebrando o esquema bem planejado de sua superprodução. Ganhou o público do Rock in Rio.
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