O rapaz começou cedo. Aprendeu a programar por conta própria aos 12 anos, quando a Apple lançou a loja de aplicativos App Store. Sua mãe, a advogada Diana, afirma que desde pequeno ele era habilidoso com tecnologias. Um talento autodidata, Nicholas poderia ser tachado de nerd. Não é o caso. De sorriso fácil e com um corte de cabelo no estilo da banda britânica One Direction, ele é descrito pelos pais como um adolescente normal. Namora há dez meses, gosta de ir a festas e tem uma coleção de troféus de críquete. Até ficar milionário, só fugia do padrão por gostar de manter o quarto arrumado e estudar russo e mandarim. Além de, claro, criar aplicativos nas horas vagas.
Entre suas primeiras invenções, estava um programa para descobrir as músicas que os amigos mais ouvem e outro para prever o humor de alguém por suas mensagens no Facebook. “Quando me apaixono por algo, vou fundo. Foi assim com os computadores”, disse Nicholas. Lançado pela primeira vez em julho de 2011, o Summly atraiu o interesse do bilionário chinês Lu Ka-Shing. Ele investiu R$ 490 mil no aplicativo. Logo vieram investidores-celebridades, como o ator Ashton Kutcher e a artista Yoko Ono. O dinheiro permitiu criar uma versão mais sofisticada do programa, que hoje resume o conteúdo de 250 sites e já foi baixado 1 milhão de vezes. Nos últimos seis meses, Nicholas deixou de estudar para se dedicar ao Summly. Enquanto isso, profissionais contratados pelos investidores cuidavam do negócio. Ele era jovem demais para ser diretor da própria empresa.
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