sexta-feira, 24 de maio de 2013

Plano para criar plantas bioluminescentes é criticado


Plano para criar plantas bioluminescentes é criticado
Na esperança de dar um novo significado ao termo "luz natural", um pequeno grupo de entusiastas e empresários da biotecnologia criou um projeto para desenvolver plantas que brilham, podendo abrir caminho para o surgimento de árvores que podem vir a substituir os postes elétricos e flores em vasos luminosas o suficiente para iluminar um ambiente no qual se possa ler.
O projeto, que vai usar uma forma sofisticada de engenharia genética chamada biologia sintética, está atraindo atenção não só por sua meta audaciosa, mas pelo modo como ele está sendo realizado.
Ao invés de ser comandado por uma grande empresa ou um laboratório acadêmico, ele será desenvolvido por um pequeno grupo de cientistas amadores em um dos muitos laboratórios comuns que estão surgindo ao redor dos Estados Unidos à medida que a biotecnologia se torna barata o suficiente para dar origem a um movimento do tipo "faça você mesmo".
O projeto também está sendo financiado à maneira do "faça-você-mesmo": ele já recebeu mais de 250 mil dólares junto a cerca de 4.500 doadores em cerca de duas semanas no site Kickstarter.
A iniciativa não é a primeira do gênero. Um grupo universitário criou uma planta luminescente de tabaco alguns anos atrás, por meio da implantação de genes de uma bactéria marinha que emite luz. Mas a luz era tão fraca que podia ser percebida somente quando se observava a planta por pelo menos cinco minutos em uma sala escura.
Os objetivos do novo projeto, pelo menos nesse momento inicial, são igualmente modestos. "Esperamos criar uma planta que possa ser claramente vista no escuro (como aquelas tintas que brilham no escuro), mas não esperamos substituir as lâmpadas às quais estamos habituados já na versão 1.0", diz a página do projeto no Kickstarter.
No entanto, uma parte dos objetivos é mais controversa: promover a biologia sintética do tipo "faça-você-mesmo" e "inspirar outras pessoas a criarem novos seres vivos". Por mais promissor que isso possa parecer para alguns, os críticos estão preocupados com a ideia de amadores criarem coisas vivas em suas garagens. Eles temem que organismos perigosos possam ser criados, intencional ou acidentalmente.
Glowing plant project lead scientist Kyle Taylor with a test plant, Arabidopsis, at Biocurious, a communal laboratory, in Sunnyvale, Calif., May 7, 2013. The project is intended to develop plants that glow, potentially leading the way for trees that can replace electric street lamps and potted flowers luminous enough to read by. (© Peter DaSilva/The New York Times)

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