terça-feira, 21 de maio de 2013

Retomar um relacionamento: como saber se vale a pena?

Retomar depende muito das razões que levaram o casal ao rompimento / Foto: Thinkstock
Retomar depende muito das razões que levaram o casal ao rompimento / Foto: Thinkstock

Encerrar um relacionamento nunca foi tarefa fácil. Isso porque casais podem retomar o relacionamento, separar-se novamente, retomar mais à frente, romper de novo. E uma relação é exatamente isso, como bem disse o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade no poema "Toada do amor": "Briga, perdoa, perdoa, briga". Como saber se reatar aquela relação realmente vale a pena? E quando ter a certeza de que não vale?
Na opinião da pesquisadora norte-americana Amber Vennum, da Kansas State University, nos Estados Unidos, o resultado de uma conciliação, na maioria das vezes, não é bom. Em seu estudo divulgado em 2012, ela verificou que grande parte dos casais retorna por impulso tomando decisões como morar juntos o mais rápido possível, fazendo com que as chances de dar errado novamente cresçam.
Já nos relacionamentos cíclicos, o famoso separa-reata, os participantes disseram estar menos satisfeitos com o parceiro, tinham autoestima baixa, problemas de comunicação e estavam menos seguros sobre o futuro da relação. Para a pesquisadora, a maioria dos casais volta a ficar junto após o término porque acha que o outro mudou e que a comunicação na relação melhorou, mas em grande parte dos casos isso costuma ser uma ilusão.

Na avaliação da psicoterapeuta e psicóloga clínica Triana Portal, saber se vale a pena ou não retomar um relacionamento depende muito das razões que levaram o casal ao rompimento e dos danos causados a essa relação. "Sem contar na capacidade dos envolvidos para trabalhar as mágoas, a disposição emocional para recomeçar e a maturidade para não ficar trazendo as problemáticas do passado a cada vez que houver novos problemas", adverte Triana.
Segundo a psicoterapeuta, reconciliações, no geral, costumam ter finais felizes se existir amor, parceria e desejo mútuo de fazer a relação funcionar. "O vínculo fica ainda mais forte. Sabendo o que não funcionou no passado, ambos conseguem trilhar um novo caminho sem cometer os mesmos erros. Quando se conhece e respeita os limites do outro, a relação tende a fluir sem sobressaltos", explica Triana.
O que pode acontecer é que, muitas vezes, a origem dos conflitos entre os casais não está em supostos defeitos e nem se trata de culpa de um ou de outro. Para a psicóloga e terapeuta de casais Iara Camaratta Anton o que mais desagrada são, frequentemente, as divergências, as desatenções, a impaciência e a rotina somadas às frustrações a tal ponto que se chega a crer que não há mais razão alguma para ambos seguirem juntos.
"Este processo tende a ser bastante doloroso para o casal", adverte Iara, autora dos livros "A Escolha do Cônjuge" e "Homem e Mulher – Seus vínculos secretos", ambos publicados pela Editora Artmed.


Retomar uma relação: como saber se vale a pena? - 1 (© Retomar um relacionamento: como saber se vale a pena ou não?)
Encerrar um relacionamento nunca foi tarefa fácil. Isso porque casais podem retomar o relacionamento, separar-se novamente, retomar mais à frente, romper de novo. E uma relação é exatamente isso, como bem disse o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade no poema "Toada do amor": "Briga, perdoa, perdoa, briga". Como saber se reatar aquela relação realmente vale a pena? E quando ter a certeza de que não vale?
A psicóloga e terapeuta de casais Iara Camaratta Anton, e a psicoterapeuta e psicóloga clínica Triana Portal explicam que fatores como divergência, desatenção e rotina estão na origem dos conflitos entre os casais e que recomeçar pode ser um indício de maturidade na relação.

Retomar uma relação: como saber se vale a pena? - 1 (© Retomar um relacionamento: como saber se vale a pena ou não?)
Chances de reconciliações darem errado são grandes, diz pesquisadora
Na opinião da pesquisadora norte-americana Amber Vennum, da Kansas State University, nos Estados Unidos, o resultado de uma reconciliação, na maioria das vezes, não é bom. Num estudo divulgado em 2012, ela verificou que grande parte dos casais retorna por impulso tomando decisões como morar juntos o mais rápido possível, fazendo com que as chances de dar errado novamente cresçam. Para a pesquisadora, a maioria dos casais volta a ficar junto após o término porque acha que o outro mudou e que a comunicação na relação melhorou, mas em grande parte isso costuma ser uma ilusão.

Retomar uma relação: como saber se vale a pena? - 1 (© Retomar um relacionamento: como saber se vale a pena ou não?)
Ilusões não sustentam o dia a dia de uma relação
É comum que casais tenham um início de relacionamento marcado por enamoramento mútuo e pleno de ilusões que o dia a dia não sustenta. Destas ilusões fazem parte as idealizações, ou seja, as qualidades do amado são maximizadas e os pontos críticos tendem a ser negados ou minimizados, além de acompanhados pela certeza de que o que é ruim vai mudar.
Para a psicóloga e terapeuta de casais, Iara Camaratta Anton, isso não acontece. 'Não muda, não. Às vezes até piora, pois, durante o período da conquista ambos tendem a dar o melhor de si mesmos em favor do vínculo e, uma vez que este é assegurado ou cai na rotina, as máscaras caem', destaca Iara.

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Divergência e rotina estão na origem dos conflitos entre os casais
Na avaliação de Iara Camaratta Anton, autora dos livros 'A Escolha do Cônjuge' e 'Homem e Mulher – Seus vínculos secretos', ambos publicados pela Editora Artmed, muitas vezes a origem dos conflitos entre os casais não está em supostos defeitos e nem se trata de culpa de um ou de outro.
'O que mais desagrada são, comumente, as divergências, as desatenções, a impaciência e a rotina somadas às frustrações a tal ponto que se chega a crer que não há mais razão alguma para seguirem juntos. Este processo tende a ser bastante doloroso para o casal', adverte a psicóloga.

Retomar uma relação: como saber se vale a pena? - 1 (© Retomar um relacionamento: como saber se vale a pena ou não?)
Retomar depende das razões que levaram casal ao rompimento
Para a psicoterapeuta e psicóloga clínica Triana Portal, saber se vale a pena ou não retomar um relacionamento depende muito das razões que levaram o casal ao rompimento e dos danos causados a essa relação. 'Sem contar na capacidade dos envolvidos para trabalhar as mágoas, a disposição emocional para recomeçar e a maturidade para não ficar trazendo as problemáticas do passado a cada vez que houver novos problemas', adverte Triana.

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Reconciliações têm finais felizes se existir parceira
Para Triana Portal, reconciliações, no geral, costumam ter finais felizes se existir amor, parceria e desejo mútuo de fazer a relação funcionar. 'O vínculo fica ainda mais forte. Sabendo o que não funcionou no passado, ambos conseguem trilhar um novo caminho sem cometer os mesmos erros. Quando se conhece e respeita os limites do outro, a relação tende a fluir sem sobressaltos', explica a psicoterapeuta.

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Erros podem acontecer na empolgação de reatar a relação
Na opinião da terapeuta de casais Iara Camaratta Anton, é fundamental que a reconciliação não aconteça porque um ou ambos foram incapazes de serem sós e, durante o tempo de afastamento, não encontraram nenhum substituto para o amor que se foi. 'A saudade, a incapacidade de ser só e o reaparecimento das ilusões do amor romântico tendem a alimentar a expectativa de que agora tudo vai dar certo. Assim, no afã da retomada do relacionamento, é bem possível que um dos dois acabe abafado pelo outro ou que os conflitos reapareçam sob, digamos, novas roupagens', avalia Iara.
Para a psicoterapeuta Triana Portal, o casal não pode ficar preso ao passado, remoendo mágoas, desconfiança e cobrar excessivamente. 'Além disso, o empenho não pode ser apenas de uma pessoa e não deve haver o controle sistemático das ações do outro na tentativa de imputá-lo culpa pelo que não dá certo', explica a psicóloga.

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Quando a relação não deve ser retomada
Uma relação não deve ser perfeita quando os motivos que levaram a separação são muito fortes como traição, agressão física e verbal, por exemplo, ou onde ambos tenham personalidades dissonantes que não há condições de se harmonizar. 'Se não existe mais respeito e confiança, não adianta insistir', adverte a psicoterapeuta e psicóloga clínica, Triana Portal.

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Recomeçar pode ser indício de maturidade
Algumas pessoas simplesmente são incapazes de serem sós e, por isso, apegam-se desmedidamente ao outro mesmo que a convivência e os resultados dessa reconciliação sejam desastrosos. Já outras se julgam apaixonadas e projetam partes de si mesmas no outro. Assim, ao se separarem, reagem como se tivessem perdido a si mesmas. 'Recomeçar pode ser indício de maturidade ou não. Depende das razões que induzem ao recomeço e do modo como este é levado adiante', avalia a psicóloga Iara Camaratta Anton.

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Terapia pode ajudar a estabelecer diálogo interrompido na relação
Numa terapia de casal, uma das coisas que tende a surpreender é a oportunidade criada para ambos de um escutar o outro. 'É uma escuta diferente da cotidiana, intermediada por um terapeuta que os respeita e que introduz a possibilidade de reestabelecerem um diálogo interrompido ou de darem início a uma modalidade de diálogo que nunca houve na relação', avalia a psicóloga Iara Camaratta Anton.

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Dicas para casais terem sucesso durante a reconciliação
Os dois precisam querer e estar dispostos a não desistir na primeira frustração e o respeito e confiança são essenciais. A comunicação eficiente é chave para o sucesso da relação porque o que não é falado acaba sendo canalizado de formas negativas. 'Se não for possível reestabelecer esses critérios fica difícil dar certo. Admiração e amor também são ingredientes imprescindíveis, além da disposição para evitar os erros do passado', destaca Triana.

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