Segundo jornalistas que trabalhavam na cobertura da ocorrência policial, o cinegrafista estava ajustando o foco da câmera filmadora quando foi preso por um tenente da PM, que alegou que o profissional estava ultrapassando a faixa de isolamento do cenário de crime. Testemunhas afirmaram que o profissional foi preso sem motivo aparente.
A repórter que acompanhava o cinegrafista tentou evitar que o colega fosse levado pela polícia. "Ele é pai de família e só está trabalhando", disse a jornalista, enquanto o cinegrafista era empurrado para dentro da viatura policial. "Estou apenas fazendo meu trabalho", justificou um policial para a repórter.
No momento da prisão, o cinegrafista chegou a pedir medicamentos à repórter parceira de equipe. "Eu sou hipertenso. Deixa eu, pelo menos, pegar meus remédios", disse, já dentro do camburão. Os PMs não permitiram e encaminharam o profissional para o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Centro de Manaus.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas (SJPAM), Wilson Reis, afirmou ao G1 que exigirá uma reunião com o governador do Amazonas, Omar Aziz, para que o exercício da profissão de jornalismo seja garantido em Manaus e que "policiais não impeçam os profissionais de realizar o trabalho". "Há duas semanas, fizemos uma manifestação devido a diversas agressões que acontecem diariamente em nossa cidade. Não pode ser assim", acrescentou o sindicalista. O SJPAM deve emitir nota de repúdio ainda nesta quinta-feira (27).
A TV Band Amazonas informou que está prestando apoio ao profissional e se pronunciará sobre o caso.
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