Um dia após o término da greve da Polícia Militar na Bahia, a manhã desta sexta-feira (18), em Salvador, é marcada pela normalização dos trabalhos dos rodoviários e a permanência nas ruas do contingente militar solicitado pelo Estado para reforçar a segurança da população.
Mesmo com o encerramento do movimento, na tarde de quinta (17), os ônibus da capital baiana foram recolhidos por volta das 18h, deixando os moradores sem veículos durante toda a noite.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, os ônibus foram recolhidos na noite de quinta por medida de segurança. "Hoje [sexta], os veículos voltaram a circular, desde as 3h30 da manhã. Ontem [quinta], mesmo com o anúncio de fim da greve, recolhemos os ônibus porque ainda não achávamos seguro circular na cidade. A polícia ainda estava voltando e a segurança ainda não havia sido totalmente restabelecida", afirmou.
Mesmo com o término da greve, o contingente militar solicitado pelo Estado para reforçar a segurança na Bahia continuam nas ruas deSalvador.Segundo Hélio Ferrreira , durante os dias de greve muitos veículos foram apedrejados e, até mesmo, cobradores agredidos. "Na quinta, uma cobrada, inclusive, foi agredida e sofreu um corte", relatou.
No entorno do Terminal de São Joaquim, por exemplo, onde milhares de soteropolitanos deixam a capital para passar o feriado da semana santa nas ilhas e interior do Estado, agentes do exército continuam de prontidão garantindo a segurança de motoristas e passageiros.
Em coletiva realizada após o término da greve, na tarde de quinta (17), o governador Jaques Wagner afirmou que as tropas federais e do Exército ficam na cidade até o final do feriadão da Semana Santa. “A minha combinação com o ministro da Justiça é de que o processo está mantido e faremos uma nova avaliação após o feriado”, afirmou Wagner.
Término da Greve
A greve da Polícia Militar da Bahia foi encerrada na tarde de quinta-feira (17) após assembleia realizada entre líderes do movimento e PMs, no Wet'n Wild, espaço de shows em Salvador, onde parte da corporação permaneceu acampada desde a noite de terça-feira (15), quando o movimento foi iniciado. Logo após a assembleia, os policiais comemoraram bastante e gritaram em coro "A PM voltou".
A greve da Polícia Militar da Bahia foi encerrada na tarde de quinta-feira (17) após assembleia realizada entre líderes do movimento e PMs, no Wet'n Wild, espaço de shows em Salvador, onde parte da corporação permaneceu acampada desde a noite de terça-feira (15), quando o movimento foi iniciado. Logo após a assembleia, os policiais comemoraram bastante e gritaram em coro "A PM voltou".
De acordo com Marco Prisco, vereador e presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), a categoria conseguiu um aumento de 25% no soldo (remuneração específica dos policiais) para o administrativo da PM; de 45%, para o operacional; e de 60%, para motoristas. Também foi aprovada a extinção do código de ética, nova discussão sobre o plano de carreira e fim do curso de cabo. "Os benefícios conseguidos hoje são para ativos e inativos”, afirmou o líder da PM.
Homicídios
Foram registrados 39 homicídios em Salvador e região metropolitana pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia durante pouco mais de 42 horas desde o início da greve, que começou por volta das 19h30 da terça. Na segunda-feira (14), dia que anteceu o início da paralisação, foram registrados seis homicídios em Salvador e região, segundo dados da SSP-BA.
Foram registrados 39 homicídios em Salvador e região metropolitana pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia durante pouco mais de 42 horas desde o início da greve, que começou por volta das 19h30 da terça. Na segunda-feira (14), dia que anteceu o início da paralisação, foram registrados seis homicídios em Salvador e região, segundo dados da SSP-BA.
De acordo com informações da assessoria de comunicação da SSP, esse número foi contabilizado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa até as 13h40 desta quinta-feira. A secretaria ressalta que ainda é preciso um período de investigação para saber se essas mortes estão relacionadas à redução do policiamento nas ruas devido à greve da PM.
Em 2012, a média foi de 4,3 homicídios por dia em Salvador. Já em 2013, esse número caiu para 3,91. Em 2014, nos meses de janeiro e fevereiro, a média diária de assassinatos foi de 5,5, enquanto em março foi de 6,6. Já no mês de abril, em apenas 17 dias foram contabilizados 123 homicídios em Salvador e região metropolitana, o que representa 7,2 assassinatos diariamente. Durante a greve da PM, que durou pouco mais de 43 horas, a média do número de assassinatos por dia foi de quase 20 homicídios.
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